terça-feira, outubro 23, 2007

À porta do sol

















Deito a tua sede em meus lábios
Em minha boca dorme
Invento canteiros nos cílios das águas
Beijam-se a folha e o rocio
Acendo o verso de mil veias
Na varanda do corpo, o plantio
Um sol alimentando o ventre
Meu avesso recria
Brilha súbita centelha
O Sol numa asa vermelha

7 Comments:

Blogger PostScriptum said...

Há palpabilidade nas tuas palavras e são emoções e afectos. Linkei-te de novo, agora que voltei a encontrar-te.
Beijo

23 outubro, 2007 11:45  
Blogger Vieira Calado said...

Gostei deste seu poema.
Beijinhos

23 outubro, 2007 18:31  
Blogger Nilson Barcelli said...

Excelente poema cara amiga.
Continua a inventar canteiros, jardins inteiros de palavras tão belas como estas.
Beijinhos.

23 outubro, 2007 23:30  
Anonymous Anónimo said...

Um belo poema.

Lobo daquelas Estepes

24 outubro, 2007 09:27  
Blogger Efemerum said...

.....sublimes estas tuas palavras!!


deixo-me ficar nelas.


o desejo de uma noite tranquila.

24 outubro, 2007 22:44  
Blogger vida de vidro said...

Na varanda do corpo, atua escrita pinta toda uma paisagem. **

25 outubro, 2007 15:51  
Blogger tratado de botânica said...

Ola Mnemosyne. Vi o teu nome no happyandbleeding e vim logo `a tua procura. sabes, escrevi um artigo sobre ti (Mnemosyne, apartir de Heidegger). Nao foi bem sobre a Mnemosyne heideggariana, mas foi o mote.
Se tiveres interesse, eu mando-te.

Parabens pelo site. Poesia e imagens, com um cuidado intenso...

Continua sempre.

26 outubro, 2007 17:18  

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