domingo, maio 06, 2007

Imo


















Pinto uma fusa ainda confusa
Procuro a sintonia
Uma semifusa
De serenidade profusa
Desenho uma colcheia
De cor cheia
Ser mínima!
Uma mínima
Presença
Breve
Densa
Uma fala
Semibreve
Uma brisa leve
Uma chuva que humedece
Sustenidos e bemóis
Em boca rubra
Um tom maior
Em língua púrpura

Prelúdio solene
No pentagrama da alma
O peito é frágua
De dilúvios de fogo
Incêndios de água

17 Comments:

Blogger Marco António said...

Ao acalmar, recupero os sentidos recordando o som da vida...
Densas palavras saídas da densidade da alma...

Um abraço,
Marco António

06 maio, 2007 22:30  
Blogger mixtu said...

pentagramas... mesmo que de alma...
quem o perceber... percebe o caminho... onde só hay caminantes...

abrazo europeu

06 maio, 2007 23:26  
Blogger daniel sant'iago said...

Reli!
Reescrevo!
Melodia de sentidos com coda tão sensual...

07 maio, 2007 13:25  
Blogger Betty Branco Martins said...

Minha querida Mnemosyne

Bela e intensa a tua poesia


Levanta-se a noite___________no seu grito
é um pássaro no imo do seu existir
__________sente-se audaz
porque recebe no seu olhar_______todas as estrelas
para oferecer à sua amada_________num gesto bemol
os céus ficam mais perto_________prelúdio____anunciando
o império dos sentires


Beijinhos com carinho
BSemana

07 maio, 2007 21:00  
Blogger Nilson Barcelli said...

Belo e intenso este teu poema.
Muito bem escrito e excelente a terminar.
Beijos.

08 maio, 2007 14:39  
Blogger vida de vidro said...

Palavras que se encadeiam numa melodia perfeita. Sensualidade q.b. Belo.**

08 maio, 2007 19:28  
Blogger Guilherme F. said...

Do lugar mais profundo de ti sairam estas palavras. Gostei muito.
bj
Gui
coisasdagaveta.blogs.sapo.pt

09 maio, 2007 11:37  
Blogger Light said...

Como se te Desenha a Alma
E lhe pintas as cores
Com lápis de cera de lua
Como se tu fosses uma folha
Caida da arvore,á luz do luar....

Voltaste ;)

09 maio, 2007 12:03  
Blogger Unicus said...

Silencio-me no toque possivel e palpável. Beijo-te com sorrisos de maio e flores.

10 maio, 2007 16:51  
Blogger SentidoS said...

Noto nos degraus do tempo, nos ponteiros do vento, uma fugaz semelhança, que ausentes deste mundo, ambos vítimas do tempo, divagamos em aliança. Bela valsa de letras cuidada, prosa profunda aérea e graciosa, sentida curvatura no ser desflorada, melodia estruturada no imo vagarosa.

Beijo Sentido

11 maio, 2007 01:12  
Blogger A.S. said...

Este poema
é o mummúrio das silabas,
a música secreta das palavras
que compõem os acordes
de uma melodia,
com o virtuosismo
de uma orquestra de emoções
tocando de improviso!


Um terno Beijo!

11 maio, 2007 09:55  
Blogger Tacitus said...

Em primeiro lugar dizer-te que gosto do cabeçalho desta página, pura arte...

Depois dizer-te que achei esta tua escrita muito sui generis: quente mas serena, um doce.

Bom fim-de-semana e um abraço

11 maio, 2007 23:07  
Blogger Corvo Negro said...

Então... e o próximo diluvio, torrente fértil espiritual que te reconheço?

13 maio, 2007 21:39  
Blogger mitro said...

Excelente poema!
Esse final então!
Que maravilha!

14 maio, 2007 15:44  
Blogger o alquimista said...

A sedução dos sentidos ou apenas um apelo de profundo querer...


Doce beijo

14 maio, 2007 17:13  
Blogger .Rut. said...

A melodia está linda...quase pude escutá-la...escrever musica com palavras...é giro, costuma ser ao contrário...Mto inteligente!

08 junho, 2007 01:50  
Blogger vsuzano said...

Adorei este....
Gostei da música do poema...

17 outubro, 2007 09:46  

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