Memento

Na íris do tempo meu corpo é catavento penteado pelo vento
Fecho os olhos
até que brote de minhas pálpebras um provedor de sóis
e o alfabeto ondule na fissura dos lábios
nos beijos escondidos no pescoço dos pássaros
no crispar de dedos ávidos de murmúrios
Ecuto-me num silêncio que me dou
até que minha boca construa a chuva
e a voz percorra o pavio do verso
Deixo que o tacto do sol pinte a pálpebra dos olhos de água
e o corpo seja um estuário de palavras enlaçadas
Palimpsesto onde repousa o mundo
14 Comments:
Minha querida
Já cá estou de volta:))
Vim só dizer um OLA! e agradecer a visita na minha ausência
Voltarei mais tarde com tempo. Para ler e comentar
Beijos com muito carinho
Tinha saudades de ler-te :)
Beijito.
Gostei muito deste e doutros poemas que aqui li.
Um abraço.
"...no crispar de dedos ávidos de murmúrios..."
O teu regresso!
Na íris - o mar galga
espraia-se
desnuda-se.
GOSTEI
O voo da alma,
suave.
A inspiração da vida,
calor.
Tão belo.
Bj
Filipe
Fecho os olhos e sinto-te, nas pétalas do meu olhar.
Um beijo
"e o corpo seja um estuário de palavras enlaçadas"...
Como é bom voltar a ler-te! **
O tempo faz a iris. Dá-lhe a memória da cor das palavras e reflete-lhe a imagem dos afectos.
;)
Bastante interessante.
é sempre um prazer cruzar-me com .. tao bela profunda e sensivel forma de escrever .. beijo doce
Lindo ver-te através da íris do tempo!
Adorei o poema!
Um abraço.
delicioso...deixar-me levar no enleio das palavras
;) voltarei
no canto adverso as tuas palavras,enrolo-me e adormeço,como se elas me embalacem!!!
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