domingo, fevereiro 24, 2008

Iridiscências


















Penduro a noite nos varais dos olhos
como quem busca asilo num sol poente
Sinto o tamborilar da chuva nas lajes do corpo
como que se uma asa de pássaro me tocasse
Escuto o ritmo do universo fundido nas pontas dos dedos
Corolas abertas se oferecem
Acende-se o sorriso interior das bocas
A raiz que a luz inventa nas mechas que os olhos atiçam
Retêm os lábios o sopro das auroras nocturnas
que explica a súbita eclosão crismada na luz de várias luas
Adormecem-me os dedos despenteados
à cabeceira da noite tingida de vermelho

15 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Este comentário foi removido por um administrador do blogue.

25 fevereiro, 2008 10:06  
Blogger Mar Arável said...

É preciso tentar rasgar

a luz

de todas as luas cheias

de nada

e partir mar adentro

26 fevereiro, 2008 00:44  
Blogger ~pi said...

acender a esperança nas unhas

.rentes





tanto.





~

27 fevereiro, 2008 09:03  
Blogger Sniqper ® said...

Pensamento de momentos que perduram no varal da nossa mente...

27 fevereiro, 2008 14:36  
Blogger un dress said...

sou

à boca da noite

o lugar de ti

sou

no dentro do ocaso

a flor que adormece

de pétalas

revolta


...




beijO

28 fevereiro, 2008 08:43  
Blogger O Profeta said...

Sentires...imensos...

Os teus...


Nos umbrais do pensamento
Mora o desejo no limite da razão
Roubando os segredos do corpo
Lançando ao vento a emoção

Uma rosa breve guarda a beleza
O amor é orvalho de feliz pranto
O horizonte é o começo do infinito
A chegada de uma onda é alegro canto

Convido-te a sentir o beijo da chuva


Mágico beijo

28 fevereiro, 2008 12:48  
Blogger Som do Silêncio said...

Já tinha saudades de te ler...
Demoraste, mas a vinda foi em grande.
Fantástico este texto!

Beijo

28 fevereiro, 2008 13:38  
Blogger Fernando Rozano said...

escrita densa, rica poética, imagens envolventes e intensas. maravilha de texto. abraço.

28 fevereiro, 2008 20:11  
Blogger Alma Nova said...

E no adormecer do sol se adivinham
sorrisos pela noite desenfreados,
tocados em mil bateres de asas
em explosões de cor despenteados.

28 fevereiro, 2008 20:46  
Blogger Betty Branco Martins said...

_________minha querida




_________vertigens acesas


nas ombreiras



no experimental desenho_______
de uma vírgula
na máscara carmim________que habita numa romã


o vento_______não levou de viagem as nuvens brancas
os amantes ____tomaram-nas



como lençois
devororando-as



com os seus corpos







_____entrego-me______à beleza das tuas palavras____...




beijO c/ carinhO

29 fevereiro, 2008 14:43  
Blogger verdades_e_poesia said...

«Acende-se o sorriso interior das bocas» Gostei particularmente desta. Bem vinda ao meu espaço e voltarei certamente ao teu ;)

01 março, 2008 17:00  
Blogger Narrador said...

Gostei muito da escrita. Voltarei para ler o blog tempo. Criarei tempo para isso.

Agradeço a partilha e a oportunidade.

Muito mesmo. Ah...E este Breathe Me da Sia...não há palavras...

03 março, 2008 12:38  
Blogger SentidoS said...

noites e noites em que o olhar é bóia fazendo o registo do ser..."sufocantes" tuas letras. Porque a omissão não faz sentido...teu regresso foi insónia. Bem Hajas!!!

18 março, 2008 12:21  
Blogger Nuno said...

muito bem. muita musicalidade e ritmo

19 março, 2008 22:59  
Blogger Tiago said...

Penduro-me,
Sentindo, o que escuto?
O retido sorriso nos dedos,
Para este meu reescrito.

um beijo

01 abril, 2008 11:36  

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